Ir para o conteúdo
Projetos

Projeto real · em lançamento

MaviDev, do ruído ao sinal.

O redesign do site de uma consultoria de IA de São Paulo, da auditoria ao código, feito com IA e sem Figma. Aprovado pelo dono e a caminho do ar.

Ver o antes e o depois

Ruído na primeira tela 5

Role para limpar a primeira tela

Cliente
MaviDev, consultoria que implementa sistemas de IA para PMEs
Vínculo
Freelance, LF Design
Meu papel
Product e Tech Designer, ponta a ponta: estratégia, UX, UI, motion e front-end
Entrega
Site em Next.js com 18 páginas, tema claro e escuro e 134 testes automatizados
Ferramentas
Claude Code, Impeccable, Claude Design e Playwright. Sem Figma
Primeira tela do site antigo da MaviDev: faixa de oferta acima do menu, selo de 3 vagas, título em rosa e o banner de cookies cobrindo a parte de baixo, com o botão do WhatsApp flutuando ao lado Primeira tela do site novo: fundo preto, título leve 'IA que funciona em produção, não só no slide.', dois botões, uma linha de demonstração e o orbe violeta no horizonte
Antes: a primeira tela do site no ar em 29/10/2026.

Uma empresa técnica, num site que falava como anúncio.

A MaviDev implementa sistemas de IA para pequenas e médias empresas e publica o próprio código: o Agent Orchestrator está em produção com licença aberta e o PoupaGrana está em beta. Esse é o diferencial. No site, ele disputava espaço com faixa de oferta, contagem de vagas e nove jeitos diferentes de pedir contato.

Quem decide

Dono ou gestor de PME

“Isso dá retorno? Em quanto tempo? Quanto custa?”

Precisa de prazo, de prova e de um próximo passo claro.

Quem avalia

CTO ou desenvolvedor

“Isso é real? Cadê o código? Qual é a stack?”

Precisa ver o sistema rodando, o repositório e a tecnologia.

O que defini como sucesso: o visitante agenda uma conversa ou abre o código no GitHub.

Antes de qualquer tela, um diagnóstico escrito.

Comecei lendo o site no ar e escrevendo um plano: o que estava errado, o conceito, as fases e os riscos. Abaixo, o documento resumido. Os trechos marcados mostram no que cada ponto virou.

Plano de modernização do site MaviDev

19/10/2026 · diagnóstico do site no ar

Diagnóstico

  • : o banner e os botões falavam de vagas para um mês que já tinha passado.
  • : três blocos diziam quase a mesma coisa.
  • : os cases eram produtos próprios, mostrados só com texto.
  • : só âncoras na home.
  • : o Agent Orchestrator, com dois modelos de IA trabalhando juntos, é visual por natureza.

Conceito

: uma rede que começa desorganizada, como o trabalho manual, e se organiza conforme o visitante desce a página.

Seis fases

  1. Descoberta e conteúdo
  2. Design system e UI
  3. Protótipo de motion
  4. Build
  5. Conversão e SEO
  6. QA e deploy

Cuidados

, movimento sem propósito e quem desativa animações.

Ferramentas previstas

, Claude Design para protótipos e Claude Code para construir.

  1. 1Toda a urgência saiu: faixa de oferta, contagem de vagas e botão flutuante.
  2. 2A home caiu de 12.298 para 10.802 px: o método entrou no palco e os blocos repetidos viraram um.
  3. 3Os dois produtos viraram demos que rodam na página, marcadas como ilustrativas.
  4. 4A rota de cases ganhou página própria, com os dois produtos.
  5. 5O Orchestrator virou a demo principal e a linha viva da primeira tela.
  6. 6O conceito ficou. A forma mudou três vezes: rede 3D, escritório de robôs e pilha de vidro.
  7. 7O 3D saiu do projeto; animação contínua só roda à vista e tudo tem versão sem movimento.
  8. 8O Figma não chegou a entrar: o protótipo foi o próprio código, testado no navegador.

Cinco segundos para entender o que a empresa faz.

É o teste mais simples de primeira impressão: olhar a tela por cinco segundos e dizer o que a empresa faz. Faça com a primeira tela antiga e depois com a nova.

Demonstração interativa, não é uma pesquisa com usuários.

Primeira tela do site antigo Primeira tela do site novo

Na tela antiga, a primeira leitura é a oferta: faixa laranja, “3 vagas” e o banner de cookies disputam com o título.

Na nova, a primeira leitura é o que a empresa faz e para quem, com dois caminhos: conversar ou ver o código.

Antes de desenhar, li o site como o visitante lê.

Percorri a página inteira no computador e no celular e anotei cada ponto em que a mensagem tropeçava. Não é questão de gosto: são trechos que estavam no ar. O dono autorizou mostrar esta leitura.

10 achados em três grupos

O texto se contradiz

A urgência abafa a mensagem

O primeiro contato tropeça

A página inicial antiga inteira, no computador: faixa de oferta, hero, projetos, sobre, Agent Orchestrator, PoupaGrana, serviços, comparação, método de 90 dias, perguntas e chamada final
Capturas de mavidev.com.br em 29/10/2026. Telefone e CNPJ borrados.

Cada bloco antigo ganhou um destino.

Listei os doze blocos da página antiga e decidi o que acontecia com cada um: ficar, ser reescrito, se juntar a outro, mudar de página ou sair. Escolha um bloco para ver o caminho.

Página antiga · 12 blocos

Site novo · home e páginas

  1. Primeira tela com o orbe
  2. Faixa de tecnologias
  3. Manifesto
  4. Palco do método, 30/60/90
  5. Calculadora com a conta à vista
  6. Serviços, cada um com página
  7. Cases com as duas demos
  8. Comparativo
  9. Perguntas frequentes
  10. Chamada final
  11. Página Sobre (fora da home)

Escolha um bloco da página antiga.

O que fui buscar fora, e o que deixei lá.

Referência serve para decidir mais rápido, não para copiar. Três tipos entraram no projeto, cada um num momento diferente. Escolha um para ver onde ele chegou no site novo.

Rodada 1, depois de “o site ficou muito genérico”

Produtos de software para desenvolvedores e criadores

Ficou
Base escura e técnica, menu em cápsula, linhas finas no lugar de caixas e a ideia de deixar o visitante usar o produto na própria página.
Deixei
Rótulos em caixa-alta acima dos títulos e texto em degradê.

Rodada 7, depois de duas cenas que não chegaram lá

Um site de IA, em vídeo, analisado quadro a quadro

Ficou
Preto com luz violeta, vidro fosco, título leve, orbe com pílulas em órbita, uma pilha isométrica ao lado de um cartão e o horizonte violeta.
Deixei
As pílulas-rótulo acima dos títulos.

Rodada 10, para o acabamento do movimento

Uma landing animada com GSAP, desmontada no código

Ficou
Título revelado letra a letra, traço que se desenha com a rolagem e cartões que sobem, refeitos sem GSAP.
Deixei
Tela de carga, vídeo de fundo, modelo 3D e rolagem horizontal presa, pelo desempenho no celular.

Onde cada referência chegou no site novo

  • Primeira tela do site novo

    menu em cápsula e base escuraorbe, título leve e horizonte

  • Título do método com o traço desenhado embaixo

    título letra a letra e traço

  • O palco do método com a pilha de vidro

    pilha isométrica e cartãolinhas finas

  • A demo do Agent Orchestrator

    usar o produto na página

  • Os serviços em grade

    cartões que sobembrilho que segue o cursor

  • A chamada final do site novo

    horizonte violetatítulo letra a letra

Se a promessa é “sem promessas vazias”, o site tem de mostrar, não prometer.

O problema não era a cor nem a fonte. Era confiança: cada contradição custava credibilidade justamente para quem vende rigor técnico. O trabalho inteiro passou a responder a uma pergunta só.

Como poderíamos fazer um gestor de PME confiar na MaviDev em poucos segundos, sem perder o desenvolvedor que quer ver o código?

“IA que funciona, visível”

O conceito do diagnóstico guiou tudo o que veio depois: o trabalho manual em desordem que se organiza com a IA. Ele sobreviveu a três formas diferentes até achar a que comunica.

Quatro princípios, tirados do que a empresa já fazia

  • Mostrar o sistema funcionando

    Demonstrações que rodam no próprio site, em vez de promessas sobre o que a IA faz.

  • Código aberto como prova

    O GitHub a um clique desde a primeira tela, para quem avalia tecnicamente.

  • Resultado em etapas curtas

    A promessa de 30, 60 e 90 dias vira o fio que conduz o método.

  • Duas audiências, uma página

    Falar com quem decide e com quem avalia sem diluir nenhum dos dois.

O que não mudava

O nome MAVIDev, o roxo da marca, a promessa de 30, 60 e 90 dias, os dois produtos próprios e os números que a empresa afirma sobre si, que decidi manter como afirmação dela, sem transformar em resultado.

Divergir rápido, decidir devagar.

Nada saiu de um prompt só. A IA gerava uma versão em minutos; o trabalho era olhar, criticar e decidir o que ficava. Cada rodada abaixo é um commit real: o que estava na tela, a minha crítica e o que fiz a partir dela.

13 rodadas11 críticas minhas4 viradas de direção2 cenas descartadas

  1. O site na rodada 1: O conteúdo antigo, numa casa nova

    Rodada 1 · a2eb80b

    O conteúdo antigo, numa casa nova

    O texto do site antigo levado para Next.js, com uma rede de agentes em 3D que reagia à rolagem.

    Minha crítica: Sem ponto de vista. A página repetia o molde de qualquer consultoria de IA; nada nela vinha do que a MaviDev tem de único.

    O que fiz: Parei de gerar e fui pesquisar: estudei a fundo quatro produtos de tecnologia, não agências. Daí saiu a base do projeto: dois públicos e uma direção escura e técnica.

    Virada 1
  2. O site na rodada 2: Escuro e técnico

    Rodada 2 · 60a5d54

    Escuro e técnico

    Menu em cápsula, terminal no topo, cena 3D presa à rolagem e linhas finas no lugar de caixas. Saíram os rótulos acima dos títulos e o texto em degradê.

    Minha crítica: Direção certa, página parada. A home informava, mas não conduzia: nada dava ritmo à leitura nem convidava a interagir.

    O que fiz: Pedi movimento, interação e narrativa, com um critério: cada efeito precisava conduzir a leitura, não enfeitar a página.

    Ficou em parte
  3. O site na rodada 3: Movimento que conta a história

    Rodada 3 · af02479

    Movimento que conta a história

    Título que entra palavra por palavra, manifesto que acende com a rolagem, linha do tempo dos 90 dias e botões magnéticos.

    Minha crítica: Acabamento desigual. A home tinha ganhado movimento, mas as páginas internas só tinham trocado de tema, e nada fora conferido no celular.

    O que fiz: Cobrei a revisão de qualidade de ponta a ponta, em todas as páginas: as internas subiram ao nível da home, com atalho para o conteúdo e menos movimento para quem pede.

    Ficou
  4. O site na rodada 4: Deixar o visitante usar

    Rodada 4 · 62918bf

    Deixar o visitante usar

    A ideia de produtos que se usam na própria página virou duas demos, prototipadas no Claude Design e levadas ao código, marcadas como ilustrativas.

    Minha crítica: Ilustração sem leitura. A rede de pontos em 3D era o maior elemento da seção do método e não representava nada reconhecível.

    O que fiz: Troquei a abstração por uma metáfora concreta: comparei três (esteiras, fios emaranhados e um escritório de robôs), escolhi o escritório e prototipei no Claude Design.

    Ficou
  5. O site na rodada 5: Uma metáfora no lugar da rede

    Rodada 5 · 2eca0f2

    Uma metáfora no lugar da rede

    O escritório de robôs, versão 1, em três atos: a papelada solta, três robôs com uma tarefa cada e um maestro com as métricas.

    Minha crítica: A metáfora funcionava; o desenho, não. O traço era simples demais para sustentar a cena principal do método.

    O que fiz: Pedi uma versão mais lúdica e detalhada, de novo prototipada no Claude Design antes do código: o caos de hoje, a transição e a operação em ordem.

    Virada 2
  6. O site na rodada 6: Mais detalhe não salvou o desenho

    Rodada 6 · 9768237

    Mais detalhe não salvou o desenho

    Versão 2, mais lúdica e detalhada: funcionário estressado, post-its, cabos embolados e um maestro de cartola regendo os robôs.

    Minha crítica: Detalhe não substitui qualidade de traço. Sem referência visual, a IA desenhava o SVG à mão, e a cena ficava abaixo do resto do site.

    O que fiz: Reverti só a cena e preservei o que já funcionava: as demos, o acabamento e as correções. Em vez de insistir no desenho, fui buscar uma referência de verdade.

    Descartado · virada 3
  7. O site na rodada 7: A referência certa

    Rodada 7 · b7fe675

    A referência certa

    Um site de IA em vídeo, analisado quadro a quadro: preto com luz violeta, vidro, título leve, orbe em órbita e uma pilha isométrica. Deixei de fora as pílulas-rótulo acima dos títulos.

    O que fiz: Testei a direção num branch separado, sem arriscar o que já estava aprovado. A pilha de vidro substituiu a rede, e as bibliotecas de 3D saíram do projeto: tudo virou SVG e CSS.

    Virada 4
  8. O site na rodada 8: A crítica que doeu

    Rodada 8 · a13f3ad

    A crítica que doeu

    Uma crítica completa do Impeccable, em revisores independentes: especificidade 6 de 10 e heurísticas 26 de 40. O palco e as demos eram autorais; a casca, genérica.

    Minha crítica: Dois números para a mesma economia. O FAQ trazia o valor real; a calculadora, uma simulação sem base. Lado a lado, um enfraquecia o outro.

    O que fiz: Separei o técnico do que era decisão. Corrigi na hora o que travava o uso: estouro em 320 e 375 px, 21 de 49 alvos de toque pequenos e 27 animações fora da tela.

    Ficou
  9. O site na rodada 9: Decisões de produto

    Rodada 9 · 15c2813

    Decisões de produto

    Respondi às pendências uma a uma. A home encolheu de 12.298 para 10.802 px, o método entrou no palco e a calculadora foi recalibrada com fontes públicas.

    Minha crítica: Estrutura resolvida, superfície tímida. Os cartões de serviço pediam mais presença, e o FAQ, preso a meia largura, ficava apertado.

    O que fiz: Fui buscar técnica numa landing de referência e filtrei com critério: só entrou o que ajuda a ler, sem dependência nova e sem mexer no que já estava aprovado.

    Ficou
  10. O site na rodada 10: Técnica de referência, refeita

    Rodada 10 · 8fce793

    Técnica de referência, refeita

    Desmontei uma landing animada em GSAP e refiz o movimento sem GSAP: título letra a letra, traço que se desenha com a rolagem e cartões que sobem.

    Minha crítica: Composição quebrando nas bordas. Em janelas baixas o palco cortava os objetos, e o bloco de código invadia a órbita do topo.

    O que fiz: Mandei os prints e corrigi o enquadramento. Para o terminal, pedi a recomendação ao Impeccable: dois focos competiam, e movê-lo só mudaria a duplicação de lugar.

    Ficou
  11. O site na rodada 11: Um foco só na primeira tela

    Rodada 11 · 1f15a21

    Um foco só na primeira tela

    Um foco por tela: o terminal saiu do topo e deu lugar a uma linha viva com link para a demo. A logo ganhou a palavra clara, com contraste de 16,8:1.

    Minha crítica: Depois de tantas rodadas visuais, o risco era a mensagem. Eu precisava provar que nada importante tinha se perdido no caminho.

    O que fiz: Pedi uma auditoria de mensagem, página por página: o que tinha sumido, o que ficou confuso e o que faltava dizer.

    Ficou
  12. O site na rodada 12: A mensagem antes do pixel

    Rodada 12 · 0b0b8e1

    A mensagem antes do pixel

    A auditoria achou uma regressão: a promessa de 30, 60 e 90 dias tinha sumido ao juntar o palco e o método. Ela voltou, e o topo passou a nomear as PMEs.

    Minha crítica: Funcionar no caminho feliz não é estar pronto. Faltava saber o que acontece sem JavaScript, com erro e nas telas extremas.

    O que fiz: Pedi a varredura dos casos extremos e testes automatizados contra o build de produção, não contra o ambiente de desenvolvimento.

    Ficou
  13. O site na rodada 13: O que pode dar errado

    Rodada 13 · a0bd44f

    O que pode dar errado

    A varredura achou 286 elementos invisíveis sem JavaScript, um formulário que punha os dados na URL e nenhuma página de erro. Tudo corrigido, com 134 testes.

    O que fiz: Deixei os testes rodando contra o build de produção. Eles pegaram um erro real de hidratação do React com movimento reduzido, que nenhuma revisão visual teria encontrado.

    Ficou

Uma sala escura com luz de piso.

A identidade nova parte de uma ideia física: a página é uma sala escura e a luz vem de baixo, dos sistemas que a empresa constrói. O roxo deixou de ser fundo e virou luz. Desenhei os dois temas, e o site abre no que o aparelho do visitante prefere.

Primeira tela do site novo no tema escuro Primeira tela do site novo no tema claro: fundo off-white tingido de violeta e tinta quase preta
Títulos
Plus Jakarta Sans, peso 300
Texto
Geist, 15 px
Dados e código
Geist Mono, 12 px
  • Fundo#030305
  • Texto#ECECF1 · 17,6:1
  • Apoio#9A9AA6 · 7,4:1
  • Luz#8B5CF6
  • Ênfase#B79BFF

As regras que escrevi para o sistema

Luz, não tinta
O violeta aparece como halo, borda que acende ou uma palavra de ênfase. O fundo continua preto.
Ênfase por cor
Destaque é uma troca de cor. Texto em degradê, que o site antigo usava, ficou proibido.
Peso leve
Títulos em 300; o peso 500 só em botões e abas. O brilho carrega a ênfase.
Sem rótulo acima do título
O contexto vai no próprio título ou num chip de estado ao lado do conteúdo.
Brilho por baixo
Sombras coloridas ficam abaixo e difusas, como luz de piso. Nunca sombra dura deslocada.
Só anima o que está à vista
Animação contínua roda apenas com a cena na tela, e tudo respeita quem pede menos movimento.
Cor de cena fica na cena
Âmbar, ciano e verde existem só dentro das ilustrações, para distinguir peças. Nunca na interface.

Cinco peças que mostram em vez de prometer.

Cada uma responde a uma pergunta de quem decide ou de quem avalia. Gravei do site novo, sem edição.

Orbe e órbitas

Um visual só no topo, com as etapas e os modelos girando em volta. As órbitas param quando saem da tela.

Responde: “o que essa empresa faz?”

Palco em três atos

Hoje, semanas 1 a 8, semanas 9 a 12: a promessa de 30, 60 e 90 dias contada pela rolagem, com processos, agentes e orquestrador.

Responde: “em quanto tempo?”

Calculadora com a conta à vista

Encargo de 1,6 vez o salário e 40% das tarefas automatizáveis, com as fontes abertas. A simulação não promete o que o diagnóstico ainda não mediu.

Responde: “quanto eu economizo?”

Cases que rodam

O Agent Orchestrator planeja, escreve e revisa na frente do visitante. Marcado como demonstração ilustrativa, com link para o código.

Responde: “isso é real?”

Serviços com página própria

Cinco serviços, cada um com cor, ilustração, para quem é, sinais de que você precisa e passos.

Responde: “isso serve para mim?”

O mesmo conteúdo, outra conversa.

Arraste a divisória para comparar. As duas versões estão na mesma largura de tela.

Depois: primeira tela do site novo
Antes: primeira tela do site antigo

Primeira tela no computador, em 1440 × 900.

O que escolhi e do que abri mão.

Seis das dezesseis decisões registradas no projeto, com o motivo de cada uma.

Escuro, com o violeta como luz
Escolhi
Preto quase puro, vidro e luz violeta, a partir de um site de IA em vídeo que analisei quadro a quadro.
Abri mão de
O fundo roxo em degradê e o título rosa do site antigo.
Por quê
Combina com “sistema funcionando” e com o público técnico; o roxo continua sendo a marca, agora como luz.
Um visual só na primeira tela
Escolhi
O orbe com órbitas e, abaixo do título, uma linha viva de demonstração com link para o case.
Abri mão de
O terminal ao lado do orbe, que eu mesmo tinha construído.
Por quê
Os dois disputavam o olhar e o terminal repetia a demo do Orchestrator que aparece mais abaixo.
Vidro em camadas no lugar do 3D
Escolhi
Uma pilha isométrica de placas de vidro, desenhada em SVG: processos, agentes e orquestrador.
Abri mão de
A rede de pontos em 3D e as bibliotecas three.js, react-three e GSAP, removidas do projeto.
Por quê
A rede era bonita mas não dizia do que se tratava. As camadas explicam o método e o site ficou mais leve.
Uma calculadora que mostra a conta
Escolhi
Fórmula e fontes públicas à vista: encargo de 1,6 vez o salário e 40% das tarefas automatizáveis.
Abri mão de
Um número grande e chamativo logo de saída.
Por quê
A simulação não deve prometer o que o diagnóstico ainda não mediu. Para quem vende rigor, a conta aberta convence mais.
Um caminho principal para conversar
Escolhi
“Agendar conversa” como ação principal, repetida com o mesmo nome, e o GitHub como segunda via.
Abri mão de
A faixa de oferta, a contagem de vagas, o botão flutuante e os nove rótulos diferentes.
Por quê
Urgência repetida corrói confiança, e cada rótulo novo faz o visitante parar para entender se é outra coisa.
Demonstração com etiqueta
Escolhi
Toda demo, cena e exemplo de saída marcado como “demonstração ilustrativa”.
Abri mão de
Deixar a demo passar por produto real em uso.
Por quê
O site promete transparência. A etiqueta custa pouco e evita a primeira dúvida de quem avalia.

O lado de engenharia do design.

Design que vai para produção precisa aguentar o mundo real. Escrevi os testes junto com a interface e rodei contra o build de produção, nas larguras e temas em que o site vai ser visto.

Running 134 tests using 4 workers

  110 passed  routes.spec.ts     18 rotas, larguras e temas
   10 passed  a11y-viewports     teclado, 280 px, zoom 200%
    5 passed  contact.spec.ts    vazio, inválido, longo
    4 passed  theme.spec.ts      sistema, botão, sem storage
    3 passed  demos.spec.ts      cliques repetidos
    2 passed  nojs.spec.ts       tudo visível sem JS

  134 passed
Saída resumida da suíte Playwright do projeto, rodada contra o build de produção.
  • Sem JavaScriptTodo o conteúdo animado aparece; o formulário avisa e envia por e-mail.
  • Um bloco quebra, a página nãoCada ilustração e demo fica isolada; se falhar, o resto segue.
  • Menos movimentoRolagem suave, cursor, órbitas e títulos animados desligam; o método vira uma versão plana.
  • Telas extremas280 px, zoom de 200%, celular deitado e monitor de 2560 px sem rolagem lateral.
  • TemaSegue o sistema, sincroniza entre abas, funciona com o armazenamento bloqueado e não pisca.
  • Impressão e alto contrastePapel claro com o conteúdo inteiro; bordas e foco nas cores do sistema.

A IA gerava. A decisão era minha.

Não abri o Figma. O protótipo foi o próprio produto, testado no navegador em tamanho real, no computador e no celular. A IA acelerou a construção; o critério de o que fica continuou sendo trabalho de designer.

  1. IntençãoEu escrevo o que a seção precisa provar e para quem.
  2. ConstruçãoO Claude Code gera a versão no código, já navegável.
  3. CríticaO Impeccable critica, audita contraste, toque e excessos.
  4. DecisãoEu vejo no aparelho e escolho: fica, ajusta ou sai.
  5. ProvaTeste automatizado e commit. A próxima volta parte daí.
perguntar
8 rodadas de perguntas antes de construir
planejar
5 planos aprovados antes de executar
criticar
11 críticas minhas e 1 crítica completa do Impeccable
revisar
3 revisores independentes: crítica, auditoria e documentação
descartar
2 cenas inteiras e 1 terminal
provar
134 testes no build de produção
figma
0 telas
Contado nas duas sessões de trabalho do projeto e no histórico do repositório.

O que não deleguei

  • A direção. Qual referência seguir e o que rejeitar dela.
  • Quando parar. Reverter a cena do escritório depois de duas versões.
  • O que a página promete. Manter os números como afirmação da empresa e pôr a conta da calculadora à vista.
  • O que fica de fora. Cada corte da home, do terminal às pílulas-rótulo.
  • O que é pronto. As larguras, os temas e os casos extremos que o site precisa aguentar.

Medido, não prometido.

O site novo ainda não está no ar, então não há conversão para mostrar. O que dá para medir hoje, eu medi: a mesma página inicial, antes e depois, na mesma máquina.

Velocidade no celular Lighthouse, perfil celular

  • Nota de desempenho67 84
  • Primeiro conteúdo na tela4,0 s 2,0 s
  • Tela visualmente pronta5,3 s 2,0 s
  • Maior elemento na tela5,6 s 4,3 s
  • Peso da página683 KB 497 KB
  • Requisições34 24

Acesso e mensagem

  • Acessibilidade (Lighthouse)90 96
  • Botão de ação na primeira tela do celularnenhum dois
  • Contradições no texto4 0
  • Avisos de escassez5 0
  • Rótulos para “falar com a gente”9 4
  • Temas1 2

Como medi: Lighthouse 12 no perfil de celular, três medições de cada lado e a mediana, em 29/10/2026. O antigo, no ar em mavidev.com.br; o novo, no build de produção rodando nesta máquina, que ainda não está publicado. Scripts injetados pelo antivírus foram bloqueados nos dois lados. O maior elemento ainda leva 4,3 s no celular: é o primeiro ajuste da fila depois do lançamento.

Aprovado pelo dono da MaviDev para ir ao ar. Depois do lançamento, vou acompanhar conversas agendadas, cliques em “Ver código no GitHub” e quanto da página é lido no celular. Essas são metas, não resultados.

O que fica deste projeto.

  1. A maior melhoria foi de texto, não de tela.

    Tirar as contradições e a urgência repetida mudou mais a confiança do que qualquer efeito. Auditar a mensagem é trabalho de design.

  2. Com IA, construir ficou barato; escolher ficou caro.

    Construí versões inteiras que não foram ao ar. O valor estava em saber por que cada uma saía, e em deixar isso registrado.

  3. Teste também é design.

    Aprovar fica mais fácil quando o dono vê o site funcionando a 280 px, sem JavaScript e nos dois temas, e não só numa tela bonita.

Seu site promete mais do que mostra?

Eu desenho e entrego, da estratégia ao código, com IA e sem perder o critério. Vamos conversar.

Recrutando? design.lferreira@gmail.com

Ver os outros cases